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terça-feira, dezembro 03, 2013

"Bad things happen everywhere. Especially here..."

Ele vem sendo chamado de o "maior filme de guerrilha de todos os tempos". Filmado todo em câmera 5D, que se parece com uma câmera fotográfica de um turista normal, "Escape from Tomorrow" foi rodado nos parques da Disney sem o conhecimento da direção. Estreou no Festival Sundance e gerou grande repercussão. A Disney ainda não se pronunciou se vai tomar medidas legais quando ao filme. Na próxima vez que os seus filhos te encherem o saco querendo ir pra Disney, mostre o trailer pra eles.


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Um dia na vida do BIM, o Brasileiro Indignado com a Mídia

Por Paulo Nogueira, no DCM

São milhares. Dezenas de milhares. Milhões. E não param de se multiplicar.

São os BIMs, os brasileiros indignados com a mídia.

Agora mesmo: meia tonelada de cocaína é encontrada num helicóptero de um amigo de Aécio.

O BIM passou o fim de semana mal. Olhou nas bancas para ver a capa da Veja. Fitness. Nem uma só menção, na capa, ao caso, como se meia tonelada de cocaína, e no helicóptero de um senador que presidiu o Cruzeiro, fosse meia tonelada de chocolate belga no trenó do Papai Noel.

Mas meu propósito aqui é descrever um dia na vida do BIM.

Ele acorda e dá uma olhada no Reinaldo Azevedo. Sente raiva com o que lê. Mais uma vez, se gabando de ter criado “petralha”, como se tivesse feito a Comédia Humana do Balzac.

Depois passa para o Constantino. Mais um momento de raiva. Ele conseguiu falar do Lobão no Roda Vida e colocar uma foto no texto em que o Lobão segura o livro dele, Constantino. “Trapaceiro”, pensa.

Passa os olhos por um novo blogueiro, um cara que compilou frases de Olavo Carvalho num livro. “É o reaça-engraçado”, pensa. “Se é para publicar coisas de extrema direita, poderiam dar frases do Mein Kampf direto.”

Tempo de trabalhar.

No carro, BIM põe na CBN. Ouve Merval, Sardenberg e Jabor. Xinga alto no carro, num desabafo instintivo e gutural. Merval fala sobre o lulopetismo. Sardenberg anuncia o colapso econômico. Jabor diz que se avizinha a ditadura bolivariana.

BIM lamenta não ter um Frontal à mão.

No escritório, num momento mais tranquilo, vai no site da Folha. Quer saber o que Magnoli escreveu. Defendeu a prisão de Genoino.

BIM pensa em Miruna, e se pudesse daria uma bofetada em Magnoli. “Lacaio”, pensa. Depois vai para Eliane Cantanhede. Mais uma paulada nos “mensaleiros” e mais um elogio a Joaquim Barbosa. Passa os olhos por Pondé. A Revolução Francesa não existiu, lê nele.

BIM vai para o Estadão, já que ainda tem alguns minutos antes da labuta. E então lê Dora Kramer. Joaquim Barbosa é beatificado por ela. Passa pelos editoriais, e lê um que crucifica Dirceu pelo emprego num hotel.

Só não repete o grito de raiva do carro porque está no escritório. O Estadão não falou nada sobre a sonegação de 1 bilhão da Globo, e faz uma cobertura ridícula da meia tonelada de cocaína, e mesmo assim transforma o emprego de Dirceu num caso nacional.

De volta para casa, BIM mais uma vez ouve a CBN. “Só tem reaça”, se irrita. Ouve a repetição do comentário de Jabor, e quase bate por perder momentaneamente a concentração.

Chega em casa e dá uma passada pelo Jornal Nacional, para ver a que abismo Ali Kamel pôde chegar. O caso do helicóptero, como para a Veja, é tratado como se fosse uma trivialidade.

“Como seria se em vez do filho do Perrella fosse o filho do Dirceu?”, reflete. Em sua cabeça ele vê as habituais parcerias entre a Veja e o Jornal Nacional em casos do PT. A Veja dá um dossiê no sábado e, naquela noite mesmo, o Jornal Nacional repercute com estridência.

“Depois os livros de Kamel recebem louvores da Veja”, pensa BIM. “Tutti amicci.”

Do Jornal Nacional BIM vai para a Globonews. Encontra lá Marco Antônio Villa falando de seu novo livro, que trata da década perdida sob o PT.

“Uma besta”, pensa BIM. “Não acerta uma, mas mesmo assim está em todas.” BIM lembra de um vídeo em que Villa dizia que Lula seria o grande perdedor na eleição vencida afinal por Haddad.

No começo das manifestações de junho, escreveu que os protestos não significavam “nada”.

Da Globonews, BIM passou para o Jô e suas garotas. Enio Mainardi era o entrevistado. Se perguntou quem era pior, pai ou filho, Enio ou Diogo.

Tinha lido que a Globofilmes enfia entrevistados no programa do Jô, astros de algum novo filme. E no final a Globo cobra deles a tabela comercial cheia.

“Não é à toa que os Marinhos são os homens mais ricos do Brasil”, pensa BIM.

Terminado o programa, BIM está cansado e indignado.

Gasta, na sessão de análise do dia seguinte, boa parte do tempo para colocar para fora sua indignação. 

O terapeuta ouve pacientemente e, no final, diz apenas: “Mas por que você simplesmente não para de dar audiência para aquela gente toda?”

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quinta-feira, novembro 28, 2013

Os 25 anos do programa do Jô Soares e o fantasma de Johnny Carson

Por Kiko Nogueira no Diário do Centro do Mundo

Jô Soares está comemorando 25 anos de seu programa de entrevistas. Começou no SBT com o “Onze e Meia”, em 1988, depois de sair brigado da Globo, onde fazia o “Viva o Gordo”. Seus primeiros entrevistados foram o ex-governador de Santa Catarina Esperidião Amin, o navegador maluco Amir Klink e uma candidata a vereadora de nome Makerley Reis, famosa por ter exibido os seios numa palestra de Brizola.

Em 2000, voltou à Globo. Acumula 14 mil entrevistas. Já falou com Sarney, Collor, Fernando Henrique, Lula, Dilma. Mais recentemente, esteve com Marina Silva e Eduardo Campos. Todos os artistas brasileiros sentaram em seu sofá, além de algumas personalidades internacionais nível B que passavam pelo Brasil para divulgar filmes ou shows.

Jô gosta de dizer que já fazia entrevistas em 1963 como integrante do programa Silveira Sampaio, na TV Rio. No início, no SBT, fez sucesso. Importou o formato do talk show americano, algo que não havia aqui. As pessoas ficavam acordadas para assisti-lo naquela era pré-TV a cabo e sem Internet. Até aparecerem os problemas de seu estilo: falava mais que o entrevistado; era grosso com gente humilde; era puxa-saco dos poderosos.

 Sua última inovação foi um quadro com quatro jornalistas que sentam numa bancada ao seu lado para comentar determinado assunto. O que poderia, eventualmente, ser interessante, morre pela inanição do debate. Todas elas concordam sobre tudo.

 Mas o talk show Jô foi o único a vingar no Brasil. Acabou sendo copiado. Marília Gabriela teve o dela. Nunca saiu do traço. Danilo Gentili criou o dele na Bandeirantes, com os resultados conhecidos. 

A atração de Jô chegou aos 25 anos sem um décimo da audiência, da reputação e do prestígio do programa que lhe serviu de modelo, cuja estrela era Johnny Carson. Chamado de “Rei do Fim de Noite”, Carson era o homem com quem os americanos iam para a cama. Na TV por mais de 30 anos, foi uma influência decisiva para gente como Oprah Winfrey, Jerry Seinfeld, David Letterman e uma longa lista.

Era um humorista e nunca quis ser nada além disso. Incorporava seis personagens, um deles um vidente de turbante. Não tinha veleidades intelectuais. Era terrivelmente tímido longe das câmeras. Kenneth Tynan, da revista New Yorker, lhe perguntou um dia: “Quando você está em casa, quem você entretém?” Sua resposta: “Meu advogado, que é provavelmente meu melhor amigo”.

O advogado foi, na verdade, seu único amigo, até os dois brigarem. Seus três divórcios também foram traumáticos. Nunca escreveu um livro ou posou de intelectual. Pegava no pé de Frank Sinatra por causa de suas conexões com a máfia. Sinatra foi ao show, numa espécie de acordo de paz. A certa altura, um comediante entrou no palco e provocou o cantor pedindo notícias de amigos mafiosos. Chegou quase às vias de fato com o cantor Wayne Newton, que insinuava ser gay.

Jô se considera mais do que um humorista. “Acho que a posição correta para o artista é o de anarquista, no sentido de não se engajar politicamente por esse ou outro candidato. Para estar sempre pronto para a crítica”, declarou à Folha. Balela. Nos últimos meses, engrossou o coro pró-JB com suas “meninas”. Pedia “urgência” ao ministro Joaquim Barbosa. “O Brasil tem pressa”, dizia ele, o olhar súplice.

Carson parou aos 66 e morreu 13 anos depois. Jô Soares, aos 75, avisou que não tem planos de se aposentar. “Se a vida fosse justa, Elvis estaria vivo e todos os seus imitadores estariam mortos”, dizia Johnny Carson.

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Hoje é Dia de Ação de Graças

Todos os anos, nesta época, milhares de perus americanos se arriscam na fronteira em direção ao México buscando melhores condições de vida.

Estava vendo, acho que a Sadia, está tentando instituir um "dia de montar a árvore" pra vender mais peru aí, né? A ver. A Black Friday, apesar das enganações das primeiras edições, parece que já pegou no Brasil.

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terça-feira, novembro 26, 2013

El País estreia versão online em português com Dilma em longa entrevista

Leia AQUI. É o maior investimento do jornal fora da Espanha e espera-se que traga um pouco de luz e pluralidade para a imprensa tupiniquim.


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Midiopolitics: "Vira-latas em Teerã"

Por Paulo Moreira Leite, diretor da IstoÉ

O caráter colonizado de grande parte de nossos observadores diplomáticos teve poucos momentos tão vergonhosos como em maio de 2010. Naquele momento, Brasil, Turquia e Irã assinaram um acordo nuclear que, em seus traços essenciais, era um rascunho bem feito do acerto fechado ontem, em Genebra, com apoio de Estados Unidos, China, Reino Unido, França e Alemanha. Após três anos e seis meses de tensão e novas ameaças de confronto, o óbvio ficou um pouco mais ululante.

Desmentindo o discurso imperial que em 2010 tentava apresentar uma intervenção militar como inevitável diante da “intransigência” iraniana para defender seu programa nuclear, o novo acordo confirma que era possível avançar numa solução pacífica, respeitando a vontade soberana daquele país. Apesar disso, quem não sofreu uma perda seletiva de memoria irá lembrar-se do que ocorreu há três anos.

Com apoio inicial da Casa Branca, que voltaria atrás sob pressão de lobistas a serviço da extrema direita de Israel, Lula tomou a iniciativa de atrair o Irã e a Turquia para as conversas. Foi uma ideia do presidente brasileiro, a partir de conversas prévias com o então presidente do Ira, Mahmoud Ahmadinejad, em Nova York. Informado, Barack Obama aderiu a ideia, ainda que relutante. O chanceler Celso Amorim atuou nos bastidores entre os envolvidos.

Quarenta e oito horas depois, enquanto os Estados Unidos propunham uma nova rodada de sanções contra o Irã, inviabilizando um pacto que bastante razoável, Lula tornou-se alvo de um massacre externo e, especialmente, interno. Fez-se o possível para ridicularizar sua atuação, como se fosse um caso patológico de caipirismo diplomático. Refletindo o tom geral, um comentarista chegou a mandar os pêsames para o presidente brasileiro. Como explicar essa postura? Um ponto, claro, era eleitoral. Cinco meses depois da viagem de Lula a Teerã, a população brasileira iria às urnas e era importante impedir qualquer vitória de seu governo, que poderia ajudar a eleição do ainda poste Dilma.

Outro aspecto é o complexo de vira-latas, que não consegue enxergar oportunidades que a conjuntura internacional pode oferecer ao país. Não se perdoou a indisciplina de Lula em relação a Washington. Já que Obama havia mudado de ideia, como é que o governo brasileiro se atrevia a teimar com seu projeto?

Como escreveu o professor José Luiz Fiori, em 2010, “o que provocou surpresa e irritação em alguns setores, não foram as negociações, nem os termos do acordo final, que já eram conhecidos. Foi o sucesso do presidente brasileiro que todos consideravam impossível ou muito improvável. Sua mediação (...) criou uma nova realidade que já escapou ao controle dos Estados Unidos e seus aliados."

O ponto principal envolve o caráter provinciano do pensamento diplomático estabelecido no país. Incapaz de enxergar novos horizontes quando a situação internacional permite – como estava claro em 2010 – nossos professores de fim de semana procuram sabotar uma diplomacia que, vê-se agora toda clareza, abria oportunidades.

Chato, né?

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Mão de gato

Domingo teve o prêmio American Music Awards e a referência que vai entrar para a cultura pop dos próximos dias é a apresentação de Miley Cyrus e o gatinho bizarro (AQUI)

Estou assistindo ao Letterman e ele fez uma paródia do Obama anunciando o acordo nuclear com o Irã com o gatinho atrás. Engraçado.

Sobre o acordo com o Irã, vale lembrar que, outro, até mais rígido, foi costurado por Turquia e Brasil e aceito ainda por Ahmadinejad, mas Obama deu para trás. Inclusive, diz o Lula que esta é a sua maior mágoa com o Obama, que havia endossado o movimento turco-brasileiro e depois os deixou vendidos. Agora, o presidente americano capitaliza o acordo na sua própria conta.


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segunda-feira, novembro 25, 2013

"Prepping myself to argue with my creative director"










Mais no tumblr This Advertising Life, via Eduzito.

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Desenho Família

Family Guy ("Uma Família da Pesada" aí no Brasil) é uma das melhores séries de TV dos EUA, animadas ou não. Ponto. Confessadamente influênciado por Simpsons, Seth Macfarlane levou seu desenho para um outro nível. E só melhora. A tradução das piadas para o português, e as referências às vezes muito americanas e herméticas, diluem parte da graça para os brasileiros, por isso não faz o sucesso que deveria fazer aí. Além disso, o humor do seriado é tão transgressor que pode ser um pouco "avançado" demais para o Brasil, onde a discussão sobre os limites - ou a falta de - está apenas engatinhando. Mas sobre isto quero escrever um post mais adiante, as diferença entre humor no Brasil e nos EUA. O fato é que o episódio de Family Guy que foi ao ar este domingo, e deixou todo mundo comentando depois, foi surpreendente. Em sua 12a temporada, uma guinada na história muda tudo. Hilário e emocionante. Obra-prima. E não dá pra falar mais nada sem spoil...

SPOILER ALERT

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sábado, novembro 23, 2013

Ben 10: Missão Marte

Para promover o Ben 10, o "menino-alien", criamos um concurso cujo prêmio era uma viagem ao Kennedy Space Center, na Flórida. A visita, que trouxe crianças de toda a América Latina, aconteceu na segunda-feira passada e coincidiu com o lançamento do foguete Maven em direção à Marte. Se a gente tivesse planejado, não teria dado certo. O foguete, não tripulado, levará 10 meses pra chegar a atmosfera marciana em busca do por que da água, uma vez lá abundante, desapareceu com o tempo (alô, planeta Terra!). Se você estiver a tal distância do lançamento, você morre com o calor do lançamento. Se você estiver a outra tal distância, você morre com o barulho. E se estiver a uma terceira distância, você morre com os alligators e cobras do parque. Por isso não fiquei tão chateado pela vista dos visitantes não ser das mais privilegiadas - até tinha uma área mais perto para convidados mas perderíamos o almoço com o astronauta, também parte do prêmio. As imagens são do colega Pedro. O contador de onde estávamos se enrolou e quando vimos o foguete já estava no ar, foi meio Didi Mocó a contagem regressiva pra gente. Mas se foi uma experiência inesquecível para mim, imagino para as crianças.



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quinta-feira, março 08, 2012

Saindo do forno









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quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Satisfação

Queridos midionautas,

Como vocês já notaram, o blog anda bem paradão. E não duvidem: ninguém sente mais falta das atualizações do que eu. O que acontece é que tenho me dedicado à outros projetos ultimamente, que estão consumindo minhas letrinhas, e não está dando pra keep up with the blog da maneira que eu gostaria. Estava postergando e postergando este post, acho que não queria aceitar. Mas tenho que dar uma satisfação à lealdade de vocês. Não se preocupem, este será apenas um breve hiato. Quero voltar ao normal o quanto antes, se possível antes do meio do ano, com uma nova programação visual inclusive. Até lá, os posts, se ocorrerem, serão mesmo bem espaçados. Tenho utilizado o Twitter pra não enferrujar de vez, vocês podem me acompanhar por lá (se você não usa o Twitter, dá pra acompanhar na coluna da esquerda no blog). De maneira alguma estou me despedindo, este é apenas um "até logo". Uma vírgula, não um ponto. Preciso reagrupar pra voltar com força total e inaugurar uma nova fase do nosso querido Midionauta - que fez 5 anos no final de 2011!

Muito obrigado pela moral de sempre,
Daniel

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quarta-feira, novembro 16, 2011

Guy Code, campanha da MTV2







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Midionauta no Occupy Wall St. - Nova Iorque, 5 de novembro de 2011

"THE PEOPLE WHO ARE CRAZY ENOUGH TO THINK THEY CAN CHANGE THE WORLD, ARE THE ONES WHO DO". (Aqueles que são loucos o suficiente pra achar que vão mudar o mundo, são os que mudam o mundo" - De um comercial antigo da Apple)

Mistura de revolução com atração turística. Energia. Umbigo do planeta. História. Como era o acampamento do Occupy Wall St. NY antes da invasão da polícia. Fotos minhas e do Eduzito Bragança. Clique em cada uma para aumentar:


































"Do you know what you guys are doing here? Why are you here and not somewhere else?", perguntava o manifestante aos policiais.







































Tinha maluco,


tinha celebridade (Russel Simmons, um dos homens forte do hip-hop americano),























tinha de tudo. O figura acima era um charlatão se aproveitando do movimento, vendendo alguma geringonça milagrosa. Tinha alguma coisa a ver com religião, não dava pra entender direito o que era. Reparem na missão do guerreiro atrás do cara, segurando um cartaz "This guy is a joke". Ficou lá o tempo todo. Gênio.


















Na foto acima, o canto da praça onde ficavam os tambores. Como músicos, excelentes manifestantes.


Um comboio da polícia circulava a praça de tempo em tempo. Intimidação.



































































A caminhonete não pertence ao Wikileaks mas à um entusiasta: "Eu rodo os EUA parando na frente dos prédios das grandes corporações. Quando me vêem, os 1% tremem".







































Na foto acima, o que era a biblioteca do acampamento. Existia também uma cozinha comunitária e uma tenda de medicamentos, entre outras, além das barracas onde a galera dormia. Bagunça organizada. Foi tudo levado pela polícia na madrugada de ontem.





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sexta-feira, outubro 21, 2011

Robert Plant e Jimmy Page na voz de Michael Winslow, do Loucademia de Policia, em Whole Lotta Love


Tungado do S&H.

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Momento Musical. Plim!

Animação sensacional. O som é "Fantasy", do DyE. Assista com som alto e tela cheia. Conteúdo adulto, mas não pornográfico, apesar da impressão que a imagem inicial pode dar.

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segunda-feira, outubro 17, 2011

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domingo, outubro 16, 2011

BARDO, TOQUE A CANÇÃO DA CORAGEM!

Ou, "ALL WE ARE SAAAAAAYING... JUST GIVE PEACE A CHAAAAAAANCE". Flagra durante um intenso tiroteio em Sirte na Líbia.
















Via S&H

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sábado, outubro 15, 2011

Adnet entrevista "Willian Bonner". Impagável


Excelente paródia também do Super Pop na sequência.

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sexta-feira, setembro 16, 2011

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terça-feira, setembro 13, 2011

Luiz Carlos Azenha: Quando eu era criança

Quando eu era criança, em Bauru, existia uma figura quase mítica chamada coronel Amazonas.

Eu digo mítica porque não consigo encontrar hoje em dia informação sobre este personagem, que com certeza foi importante para implantar a primeira rede de televisão de alcance nacional no Brasil, se de fato ele fez o que era atribuído a ele.

O coronel Amazonas era o homem das torres.

Naquele tempo não existia satélite e as imagens de TV eram distribuídas a partir de torres que ficavam na parte alta das cidades.

Era o tempo do regime militar e uma das poucas coisas que as pessoas reinvindicavam, então, era um sinal de TV sem chuvisco.

Teve muito vereador e prefeito do interior que se elegeu graças ao bom sinal de TV que “trazia” para a cidade.

O mítico personagem de minha infância, o coronel Amazonas, era quem cuidava da expansão da Rede Globo.

Pelo que contavam, ele chegava na Prefeitura, pedia um terreno na parte alta da cidade, ganhava o terreno público, instalava os equipamentos e o sinal da Globo chegava sem chuviscos.

A Globo tinha uma relação simbiótica com o regime e facilidade para importar equipamentos.

Era uma vantagem enorme em relação aos concorrentes, já que ninguém queria ver TV com chuviscos.

O sinal da Globo era limpinho. O das outras emissoras, quando chegava, era irregular.

Estou falando do tempo em que a TV tinha acabado de ser importada dos Estados Unidos.

Do tempo em que a doutrina de segurança nacional tinha acabado de ser importada dos Estados Unidos.

E de que parte da esquerda brasileira queria importar o foquismo, de Cuba.

O foquismo dizia que para fazer a revolução você precisava criar um foco numa área geográfica e, a partir daí, fazer a revolução.

O foquismo não foi para frente no Brasil, mas lutar contra ele foi a justificativa para que o regime militar e a Rede Globo fossem para a frente.

O regime acreditava que era preciso integrar o Brasil e que isso seria feito por uma emissora de TV de alcance nacional.

A Globo cresceu junto com a Embratel, que era a empresa pública de comunicações.

O coronel Amazonas, funcionário da Globo, era o nexo do arranjo entre o Estado e a iniciativa privada, financiado com dinheiro público.

Dei esse exemplo porque não dá para falar em mídia no Brasil sem falar em história da mídia.

A história da mídia brasileira é marcada pela relação dela com o Estado.

Foi D. João Sexto que criou a Imprensa Nacional.

Não foi por acaso que a TV Excelsior, que pertencia a um empresário que se opôs ao golpe de 64, faliu, enquanto outros grupos de mídia se davam bem.

Quando o regime militar decidiu criar novas redes de TV no Brasil, o grupo Jornal do Brasil, que tinha um jornalismo combativo, se candidatou.

Mas ganharam o Silvio Santos e a Abril, que mal ou bem estão aí até hoje.

O JB agora é um site na internet.

Com a TV, você alavanca outros negócios. No bom e no mal sentido.

A Globo fez o jornal O Globo crescer com anúncios na programação de sábado, que promoviam a edição de domingo de O Globo.

Assim começou a morrer o Jornal do Brasil.

Hoje chamam de sinergia, mas naquele tempo era ‘uma mão lava a outra’.

Meu ponto é que a tremenda concentração no controle dos meios de comunicação e a tremenda concentração das verbas publicitárias no Brasil, uma das maiores do mundo, não é por acaso.

É fruto de uma relação simbiótica entre poder e mídia.

E poucos tem interesse em se livrar dela.

Hoje o maior anunciante no Brasil é o governo federal. As agencias de publicidade tem um troço chamado BV, bônus de valorização, pelo qual elas recebem incentivo financeiro para manter os anúncios com os grupos de mídia que já são grandes.

É um instrumento para tornar a concentração permanente.

Podemos dizer que na mídia o capitalismo ainda não chegou ao Brasil.

Nenhum de nós tem qualquer chance de competir em igualdade de condições, ainda mais porque políticos são donos de meios de comunicação e os meios de comunicação são donos dos políticos.

Não é por acaso que o Sarney é dono do Maranhão e dono da mídia do Maranhão.

É por isso que não temos leis sobre propriedade cruzada: no Sul, o dono da rede de TV é dono de emissoras de rádio e dono de jornais.

Portanto, é dono dos políticos que, em tese, seriam eleitos para lutar, por exemplo, contra a propriedade cruzada.

Os políticos que não trabalham contra a propriedade cruzada são reféns da propriedade cruzada.

Quem atacar a propriedade cruzada é demonizado pelos beneficiários dela.

A defesa deste modelo ‘perfeito’ é tão grande que quando você mostra que a liberdade de imprensa no Brasil é exercida por poucos é acusado de ser ’sujo’.

Ou de ser contra a liberdade de imprensa.

Fazem uma confusão deliberada entre a liberdade dos empresários, que é de poucos, e a liberdade de expressão, que deveria ser de todos mas não é.

De maneira em que, quando vocês querem falar em ‘ecologia da mídia’, um termo da moda, eu diria que neste ambiente que eu acabei de descrever os peixes pequenos nunca vão crescer.

Twitter, Facebook, redes sociais?

O impacto delas é relativamente mínimo e não há nada que impeça os grupos de mídia de disputar esses espaços com todos nós.

Quem terá mais seguidores no Twitter, a Patrícia Poeta ou o Leandro Fortes?

Não existem novas mídias no Brasil.

É a velha mídia que trocou de roupa.

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terça-feira, setembro 06, 2011

Rafael Nadal gets a blow job by Police Academy hooker during 2011 US Open Press Conference


Video by Midionauta.com.br

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domingo, agosto 07, 2011

Theophilus London - I stand alone

Conheci no Jimmi Kimmel dia desses. Curte ae.

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quarta-feira, agosto 03, 2011

Saindo do forno

Campanha nova do Cartoon em parceria com a Unicef.





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segunda-feira, maio 23, 2011

Mais um milagre: Irmã Dulce salva Serra de sufocamento
















José Serra, na cerimônia de beatificação de Irmã Dulce. Clique para aumentar, muito boa. Foto de Raul Spinassé, Agência A Tarde.

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domingo, maio 15, 2011

Talking dog

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sexta-feira, abril 29, 2011

"ELE TRAIU JESUS!"

Ah, os populares.

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domingo, abril 17, 2011

Ela está chegando no Cartoon Network

Clique na imagem para aumentar:
















(Los Angeles, 15 de abril)

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sábado, abril 09, 2011

A mercantilização do medo

por Izaías Almada*, no blog da Boitempo , via Escrevinhador

Desde os primórdios da humanidade, daquilo que nos é dado a conhecer, pelo menos, o sentimento do medo é inerente a ação e ao comportamento humano. O confronto com a natureza, a proteção mística contra o desconhecido, a luta pela sobrevivência, o inevitável desejo de posse, a tentativa de suplantar a dor física e o sofrimento, para ficarmos com alguns exemplos, são atitudes que caracterizam o relacionamento entre o homem e a sensação de medo.

Muito já terão os pensadores e cientistas sociais discorrido sobre o tema, em particular historiadores, sociólogos e psicólogos. O atual estágio de desenvolvimento humano, contudo, que para o bem e para o mal se confunde com o atual estágio do capitalismo, agregou a essa relação um componente perverso: transformou o medo numa mercadoria.

Que o digam a indústria farmacêutica, a indústria armamentista, os bancos e o capital financeiro especulativo, as grandes seguradoras, os grandes conglomerados midiáticos ao redor do mundo.

Apoiado numa monumental e cínica campanha de marketing, a mercantilização do medo está presente nas páginas dos jornais diários, dos grandes telejornais, nas histórias em quadrinhos, nos filmes de catástrofe e terror, nas novelas de televisão, nos programas de rádio, quando uma sucessão de tragédias, sejam elas individuais ou coletivas, ganharam e ganham destaque em nível nacional ou internacional.

A história da guerra no Iraque é paradigmática. A invasão desse país pelos EUA, sob premissas falsas de procurar armas de destruição em massa, e o criminoso silêncio do mundo, terceirizou o uso de força, com a contratação de tropas e serviços mercenários. Milhões e milhões de dólares foram gastos com roupas, alimentos, remédios, combustível, armas e munições, colocando nos dois pratos da balança os polpudos cheques públicos nas mãos da empresa privada de um lado e o medo, simplesmente o medo, de outro. Os genocidas do governo Bush, entre eles o vice presidente Dick Cheney e a empresa Halliburton sabem exatamente o que significa essa mercantilização do medo.

O medo ao terrorismo, o medo aos muçulmanos selvagens, o medo aos inimigos internos, o medo a culturas diferentes e à diversidade. O medo, enfim, a tudo que não seja branco e de olhos azuis. E que não fale o inglês do Texas ou da Câmara dos Lordes. Ou ainda, de forma mais prosaica, o medo ao desemprego, o medo ao assalto, o medo à infidelidade, o medo ao bullying, o medo à periferia, o medo aos juros bancários, o medo às enchentes, o medo aos terremotos, o medo, o medo, o medo…

Quanto vale o nosso medo do dia a dia nas bolsas de Nova York, Xangai ou mesmo na Bovespa?

Izaías Almada é escritor, dramaturgo, autor – entre outros – do livro “Teatro de Arena: uma estética de resistência” (Boitempo) e “Venezuela povo e Forças Armadas” (Caros Amigos).

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Momento Musical. Plim!

Uma curiosidade da banda é que eles não têm guitarra. A faixa está bombando aqui.



Não tem um "q" de INXS?

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