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quinta-feira, junho 04, 2009

Obra faraônica

Esta manhã, Obama deu no Cairo, Egito, um dos discursos mais esperados de sua presidência, visando alcançar o mundo muçulmano e "reestartar" sua relação com os EUA. O discurso foi traduzido para diversas línguas árabes e veiculado pelas mais diversas mídias para vários países da região, de rádio e TV aberta até Twitter e Facebook. A paz no Oriente Médio tem sido prioridade no prato do black power neste início de mandato. O resultado é uma mudança chocante na imagem americana pós-Obama: há 6 meses atrás, Bush, então presidente da maior potência do planeta, esteve em um país árabe, numa sala com segurança super controlada, e recebeu uma sapatada na cara enquanto falava - o maior ato de demonstração de desprezo dentro da cultura muçulmana; hoje, estou assistindo as repercussões do discurso de Obama entre os muçulmanos (vários comentaristas muçulmanos na CNN hoje) e até os mais céticos deixam transparescer benevolência. Mas a média das pessoas está estupefata. O texto é uma obra-prima, direto para o livros de história, não subestimem. Claro que as palavras terão de se transportar às ações, mas vale lembrar que toda ação parte, antes de tudo, de um pensamento. E os pensamentos apresentados por Obama em Cairo esta manhã são da mais elevada natureza. No passado, o Egito foi palco do surgumento das primeiras civilizações humanas. Após 8 anos, testemunha também a reaproximação do homem à linha que Darwin nos desenhou.




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